Notícias

Novidade na nossa biblioteca: tradução de artigo da professora Roseli Rodrigues de Mello

26/08/2014

Novidade na nossa biblioteca: tradução de artigo da professora Roseli Rodrigues de Mello

Está disponível na nossa biblioteca o artigo “Comunidades de Aprendizagem: democratização dos centros educacionais”, de autoria de Roseli Rodrigues de Mello, professora permanente da Universidade Federal de São Carlos e coordenadora do NIASE (Núcleo de Investigação e Ação Social e Educativa), parceiro do iN. Clique aqui para acessá-lo.

O artigo foi publicado originalmente na revista espanhola “Tendencias Pedagógicas”, Ano 2011, nº 17 (p. 3-18), e o Instituto Natura realizou agora a tradução para o português. 

Recomendamos sua leitura na íntegra, e destacamos abaixo alguns trechos:

“Comunidades de Aprendizagem é uma intervenção educativa que tem como ideia central a compreensão de que escola é bairro e bairro é escola.” (p.2)

“Pouco a pouco, entre leituras, discussões, interações, trabalhos nas escolas, [a autora] foi percebendo que a Comunidade de Aprendizagem permitia, concretamente, a realização de uma utopia, não como realidade dada, senão como caminho no qual se anda e se constrói, cotidianamente, o mundo futuro, a cada passo dado ­– o presente como parte constitutiva do futuro, que é feito de sonho.” (p.4)

“Brasil multicultural é uma realidade histórica e em permanente movimento. Assim, falar em respeito à diversidade cultural e multiculturalismo como valor positivo, superando o âmbito da retórica e assumindo o âmbito da vida, implica tomar posição, tomar decisões, agir para a transformação das desigualdades que se escondem atrás da diversidade. O desafio é garantir igualdade efetiva de direitos aos diversos grupos e pessoas.” (p.7)

“[...] é importante transformar o contato em convivência, para que sejam construídas, conjuntamente, possibilidades de igualdade, aprendizagem mútua, e para que haja educação na diversidade para a igualdade.” (p.7)

“A aposta em uma realidade fundamentada no diálogo pode parecer ingênua e bastante utópica, mas, na perspectiva das Comunidades de Aprendizagem, juntamente com as teorias de Habermas, Giddens, Beck, Flecha, Gómez e Puigvert, defendemos a comunicação e o diálogo como eixos das relações sociais na modernidade atual. Nossa postura deve-se, assim, não a uma crença ingênua na perspectiva dialógica, mas a uma crença nas pessoas e na capacidade de cada sujeito de construir e reconstruir as relações nas quais está envolvido e as estruturas alimentadas por essas relações.” (p.8)

“O centro educacional deve ser entendido como espaço de intensificação de aprendizagem.” (p.13)

“[...] seja em contexto local mais favorável, seja em contexto local menos favorável, a proposta teórico-metodológica de Comunidades de Aprendizagem vem mostrando sua potencialidade [no Brasil]. Os centros que se transformaram em Comunidades de Aprendizagem não querem voltar atrás; querem cada vez mais realizar transformações, e, para isso, estão trabalhando e lutando.” (p.14)

“[...] entendemos que esta nossa luta faz parte da luta pelo fortalecimento da democracia no Brasil, nas Américas e no mundo.” (p.14)

Sugerimos também a leitura de outros artigos publicados pela revista "Tendencias Pedagógicas" sobre a temática Comunidades de Aprendizagem, no mesmo número 17 e também no número 18 (conteúdo em espanhol).

Boa leitura!

Por Maria Julia Bottai

Deixe seu comentário